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quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Amores vãos

– Só você mesmo pra fazer isso por mim.
– O que eu não faço por você?
– Oun... Te amo.
– Ama nada. Eu que amo.
– Nem. Eu amo mais.
– Mas eu amo de um jeito diferente.
– Que jeito?
– De verdade.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Dead end

Ela tentava explicar porque eles não dariam certo.

Ele, cabeça baixa, desenhava caminhos nas costas da mão dela.

Ela mostrava que ele entendera errado, que seriam sempre amigos (sempre), que gostava muito dele...

Ele percebia que a cada palavra ela dava mais uma volta, se distanciava, fugia do que precisava ser dito.

No fundo, ela tentava não machucá-lo, em suas voltas e voltas e voltas, mas desde o início ele sabia que os caminhos que desenhava nas costas da mão dela eram becos sem saída, partidas sem chegada, rios sem mar. Estavam perdidos para sempre.

Como ele.


(Publicado originalmente em 16.09.2006, em konohito.blogger.com.br)